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Amazonas lidera casos de violência contra jornalistas e liberdade de imprensa na região Norte

Pesquisa nacional da Fenaj aponta redução de 20,44% nos crimes contra a imprensa em relação aos anos anteriores

Redação
Por: Redação Fonte: Aldrin Pontes (Acadêmico de Jornalismo)
19/11/2025 às 20h19 Atualizada em 03/12/2025 às 18h52
Amazonas lidera casos de violência contra jornalistas e liberdade de imprensa na região Norte

Relatório anual realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em parceria com os sindicatos estaduais que representam a categoria aponta que o Amazonas lidera os casos violência contra jornalistas e liberdade de imprensa na região Norte. 

Em comparação com o relatório de 2023, o Norte ocupava o posto de região menos violenta, com 19 casos. Em 2024, foram apontados 22 casos, que correspondem a 15,28% do total de violência registrada no País. No âmbito nacional, os casos de violência contra jornalistas e a liberdade de expressão reduziram de 181 para 144 casos, o menor desde 2018.

Na região norte, o Amazonas aparece em primeiro lugar, com oito casos registrados, seguido do Pará (seis), Tocantins (três), Acre e Rondônia com dois episódios cada e Roraima apenas um. Não houve registro de violência contra jornalistas no Amapá.

De acordo com o levantamento, metade dos casos de violência registrados no Amazonas foram de agressão física (quatro), seguido de censura, ameaça de agressão física, ameaça de morte e risco de morte com um caso de cada. Os veículos de imprensa mais atingidos são os portais de notícias com quatro registros, seguido pela televisão com três casos e um relacionado a revista.

Dos oito casos de violência contra os profissionais da imprensa observa-se que 75% foram praticados contra jornalistas do sexo masculino e 25% contra as profissionais que trabalham nos meios de comunicação. 

Ameaça de Morte

O caso mais emblemático ocorreu contra a jornalista Paula Litaiff, vice presidente do Sindicato dos Jornalistas no Amazonas (SindJor), que divulgou reportagem na Revista Cenarium, com denúncias sobre supostas irregularidades em contratos do empresário Janary Wanderlei Gomes Rodrigues, sócio da empresa Provisa.

Após a publicação, a jornalista alega que sofreu ameaça de morte da esposa de Janary, a também jornalista Cileide Moussallem, proprietária do site CM7. Nas redes sociais, Moussallem nega ter ameaçado Paula Litaiff, mas o site Imediato, de Manaus, divulgou um áudio afirmando se tratar de Moussallem ameaçando a vida de Litaiff.

O SindJor e diversas outras entidades se pronunciaram em defesa da integridade da jornalista e da liberdade de expressão, solicitando às autoridades investigação sobre o caso.

​Pesquisa Nacional

O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, elaborado pela Fenaj, analisa o cenário de agressões, intimidações e censura contra os profissionais da imprensa no ano de 2024. Embora tenha ocorrido uma leve queda no número total de ataques a jornalistas em comparação com os anos anteriores, o cenário ainda é alarmante e revela características preocupantes sobre a continuidade da violência contra os operários e operárias na notícia. Em 2024, o número de ataques contra jornalistas caiu para 144 casos, o menor número registrado nos últimos seis anos.

Metodologia da Pesquisa 

A coleta dos dados é realizada por meio de denúncias das próprias vítimas da violência que acionam a Federação ou os sindicatos de jornalistas, além da compilação de notícias publicadas pelos veículos de comunicação.

Os casos são agrupados em categorias por tipos de violência, gênero, região do país, agressores e tipo de mídia atingida. Essas categorias podem variar de ano para ano, de acordo com as ocorrências.

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